
A grande maioria dos pioneiros na mágica antes haviam trabalhado em ofícios relacionados a física, química, mecânica (relojoaria),etc..
Na verdade, desde a antiguidade, na época dos faraós, a ciência era empregada como magia de modo que os sacerdotes pudessem manter o poder que tinham. Estátuas falantes, fogos espontâneos, portas que se abriam sozinhas, instrumentos que tocavam sozinhos eram obtidos através de princípios científicos de hidráulica, ótica mecânica e termodinâmica.

No final do século XVIII um mágico - Jacob Philadelphia - viajou pela Irlanda, Portugal, Espanha e Europa Central exibindo vários autômatos: "Bacchus", que segurava uma barril que era enchido com água e vertia vinho; "Mágico Egito", que adivinhava cartas e problemas aritméticos. Goethe e o poeta Schiller assistiram as apresentações, tendo Goethe pouco depois escrito "Fausto", que se baseou na lenda de um mágico alemão do século VXI.


Em particular, a relojoaria forneceu os principais conhecimentos para aquele que seria o maior sucesso dos mágicos na virada do século XVIII para o XIX, e que seria o predecessor dos modernos robôs e maquinas de auto-atendimento: os autômatos.
O primeiro e mais famoso autômato foi criado em 1769 por um barão húngaro – Wolfgang Von Kempelen – e se chamava “Turco – o Jogador de Xadrez”, tendo intrigado por décadas, pessoas como Edgar Allan Poe e Benjamin Franklin.

Como o próprio nome diz, tratava-se de um autômato (com a ajuda de alguns truques) que jogava, e bem, xadrez com os espectadores.

Outro famoso autômato de Robert-Houdin, que inclusive apareceu no filme “O Ilusionista”, era a Arvore de Laranjas.

Outro autômato que se tornou famoso foi “Psycho”, criação de John Nevil Maskelyne, entre 1873-1874.


Tratava-se de um autômato que adivinhava as cartas escolhidas pelo espectador, às vezes dava umas tragadas, soletrava palavras através de cartas com o alfabeto e resolvia problemas matemáticos com cartas numéricas. Maravilhou reis e rainhas da Europa.
Muitos outros autômatos surgiram nesta esteira, no mais das vezes com intuito meramente decorativo e de entretenimento.
A arte e a ciência mais uma vez caminhavam juntas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário