24.8.10

Vara Mágica



A origem da vara mágica remonta aos primórdios da civilização humana e era uma forma de representação do falo, símbolo da vida e da força.



Há correntes acadêmicas que defendem que a vara mágica possa ter sua origem, especialmente na Ásia Central e Sibéria, no mito da perna de um xamã, que a utilizava para bater em tambores ou para marcar o ritmo em cerimônias religiosas, curativas e mágicas.



Pinturas rupestres da Idade da Pedra mostram figuras portando varas, provavelmente como símbolo de poder.



Por toda a história, ritos cerimoniais eclesiásticas e governamentais são realizados com o uso de hastes (varas, maças, cetros, etc.) simbolizando o poder.



O uso de hastes e cajados por pastores e xamãs remonta à época pré-egipcia, milhares de anos antes da era cristã.

Moisés teria usado uma vara mágica, que se transformava em serpente:




Êxodo - Capítulo 4
4:1 Então respondeu Moisés: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.
4:2 Ao que lhe perguntou o Senhor: Que é isso na tua mão. Disse Moisés: uma vara.
4:3 Ordenou-lhe o Senhor: Lança-a no chão. Ele a lançou no chão, e ela se tornou em cobra; e Moisés fugiu dela.
4:4 Então disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão e lhe pegou, e ela se tornou em vara na sua mão);



No antigo Egito, sacerdotes eram, no mais das vezes, representados com seus cetros.



Ainda no Egito dos Faraós, utensílios de higiene pessoal, armas contra possíveis inimigos, amuletos contra as serpentes, eram enterrados junto com o proprietário em seu túmulo. Junto, textos de magia e uma varinha mágica, de forma que o ka (alma) a usasse.



Em afrescos de catacumbas dos séculos III e IV encontram-se figuras de varas mágicas.

Na mitologia greco-romana, o deus Hermes/Mercúrio possui uma vara mágica chamada caduceu.



Varas de seis a oito pés, com adornos metálicos, são utilizadas tradicionalmente na maçonaria durante rituais oficiais.

Em rituais de diferentes linhas religiosas (zoroastrismo, wicca) são utilizados vários tipos de varas, dependendo da finalidade do ritual.




Os druidas faziam uso de varas mágicas para fins religiosos. Em uma tumba do Reino Unido, que se acredita ser de um sacerdote druida, enterrado junto ao corpo havia uma vara quebrada de marfim.



Uma vara mágica tem destaque na Odisseia, quando Circe a usa para transformar os homens de Ulisses/Odisseu em animais.



No inicio do século XIX, Robert-Houdin usou uma vara preta com detalhes nas pontas em marfim.

Os detalhes em branco nas extremidades representavam supostamente polaridade e energia.



E até hoje este é o modelo que os mágicos usam, com a função principal de desvio de foco e acobertamento nos números de mágica.

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