31.10.10

Siegfried & Roy


Siegfried & Roy, os monarcas de Las Vegas, por 36 anos trouxeram estupefação para platéias do mundo todo com seus perigosos números de leões, leopardos, jaguares, chitas, panteras, elefantes, garanhões, serpentes e tigres brancos.

A criatividade da dupla elevou a mágica com animais a patamares nunca antes vistos.

Quando os mágicos iniciantes alemães chegaram a Las Vegas, décadas atrás, em 1960, suas singelas apresentações contavam com poucos assistentes.



Em 2004, no Mirage Hotel, seu espetáculo – World of Dreams – utilizava a música de Michael Jackson, grandiosas cenografia, figurinos, iluminação e efeitos especiais.



Com a assistência de aproximadamente 100 dançarinos, atores e animais, utilizavam seus poderes mágicos para combater as forças do Mal.




Siegfried Fischbacker e Roy Horn tomaram o navio da Alemanha para os EUA em 1960, e encheram a secretária eletrônica dos agentes até conseguirem uma apresentação em Las Vegas.



Trinta e um anos depois, figuravam na 18ª posição dos artistas mais ricos da Forbes.

No mesmo ano, após ganharem nos últimos cinco anos duzentos e oito milhões de dólares, renovaram o contrato com o Mirage Hotel por mais cinco anos.



No meio do mesmo ano o teatro do hotel passou a se chamar Sigfried & Roy Theatre.

Siegfried estava com 57 anos e Roy com 52.

Durante os primeiros anos juntos, Roy, por ser o especialista em animais, era o protagonista dos espetáculos. Mas com o tempo a participação de cada um se equilibrou, Roy cuidando dos animais e Siegfried da parte cênica e dramática.





Sigfried & Roy se dedicaram mais aos espetáculos nos palcos, o que não impediu que fizessem especiais para televisão, lançassem, na Fox, um seriado animado e publicassem, em 1992, a autobiografia, um best-seller.




Concomitantemente ao espetáculo de Las Vegas, Sigfried & Roy se apresentaram em teatros do Japão e de Nova Iorque.



Em 1988 Sigfried & Roy obtiveram a cidadania americana e passaram a se dedicar à causa da proteção dos animais. Em colaboração com a Sociedade Zoológica de Joanesburgo e a Reserva Natural Timbavati, dedicaram-se à preservação de espécies ameaçadas de extinção.



Criaram grande número de animais – tigres brancos de Nevada e felinos da África – na própria casa em Las Vegas. Os tigres prediletos tinham a prerrogativa de usar a piscina e circularem pela casa.



Mas lidar com animais selvagens sempre trazia riscos e por varias vezes correram serio perigo de vida.



Até que em três de outubro de 2003, durante um show no The Mirage, Roy foi mordido no pescoço por um tigre macho de sete anos, chamado Montecore.

Montecore


Assistentes conseguiram separar Roy do tigre e apressaram-se em levá-lo para o único centro de traumas nível I de Nevada, o University Medical Center.





Roy foi criticamente lesionado e perdeu muito sangue.

Enquanto era levado para o hospital, Roy teria dito: "Don’t shoot the cat!”;

Roy ficou em estado crítico por várias semanas, tendo sofrido um acidente vascular cerebral e uma paralisia parcial. Os médicos removeram um quarto de seu crânio para aliviar a pressão do seu cérebro. A parte do crânio foi colocada em uma bolsa no abdômen de Roy na esperança de ser reimplantada mais tarde. Roy foi transferido para UCLA Medical Center, em Los Angeles, Califórnia para uma longa recuperação e eventual reabilitação.

Em 2006, Roy, parcialmente recuperado, já conseguia andar, amparado por Siegfried, e andar.



Montecore, o tigre, foi colocado em quarentena durante dez dias e em seguida retornou ao seu habitat no The Mirage.




Alguns ativistas de proteção aos animais – que se opunham à utilização de animais selvagens em espetáculos de entretenimento – tentaram usar o incidente como um trampolim para alcançarem publicidade, embora poucos acusavam Siegfried & Roy de maus tratos a animais.



O acidente de Roy forçou o hotel The Mirage a fechar o show por tempo indeterminado e a despedir 267 membros do elenco e da equipe. Enquanto Siegfried afirmava que "o show não pode parar", um porta-voz do hotel dizia à equipe de produção que eles deveriam explorar outras oportunidades de carreira.

O The Mirage sofrerá grandes prejuízos, não apenas pela perda de dezenas de milhões em vendas anuais de entradas para os espetáculos, mas também pela renuncia a incontáveis milhões em vendas de alimentos, bebidas, diárias no hotel e ganhos de jogo do cassino. Perderá mais: a identidade do próprio hotel.

Em fevereiro de 2009, Siegfried e Roy fizeram sua ultima apresentação, justamente com Montecore, em um show beneficente em prol do The Lou Ruvo Brain Institute.







Apresentaram um de seus números mais conhecidos: Siegfried e Montecore (com 12 anos de vida) magicamente trocam de lugar entre duas caixas transparentes e trancadas, separadas entre si por vários metros.




Em 23 de abril de 2010, Siegfried & Roy anunciam publicamente o afastamento definitivo dos palcos e do show business.

James Randi


James Randi (Randall James Hamilton Zwinge) nasceu no dia 7 de agosto de 1928, em Toronto, Ontario, no Canadá.


Interessou-se pela mágica após ler alguns livros de mágica quando, por treze meses, ficou imobilizado por causa de um acidente de bicicleta. Ele surpreendeu os médicos, que acharam que ele nunca mais poderia andar.

Com 17 anos abandonou os estudos para fazer shows de mágica em um parque de diversão itinerante.

Nos seus trinta anos de idade trabalhou em night clubs da Filipinas, onde testemunhou muitos truques que eram apresentados como paranormais.



Randi começou a trabalhar como mágico de palco profissional e escapologista em 1946, primeiro com o nome verdadeiro, Randall Zwinge, e depois como The Amazing Randi.



No inicio da carreira, Randi participou de várias façanhas envolvendo suas fugas de celas e correntes.
Em fevereiro de 1956 apareceu ao vivo no The Today Show, permanecendo em um caixão de metal lacrado submerso na piscina de um hotel por 104 minutos, quebrando o que se dizia ser o recorde de Houdini com 93 minutes.



E meados da década de 1960, Randi foi o apresentador do The Amazing Randi Show em uma rádio de Nova Iorque. Também apresentou vários programas de televisão e fez várias turnês mundiais.



Durante a turnê do cantor Alice Cooper entre 1973 e 1974, Randi fez o papel de dentista e carrasco no palco, tendo desenhado e construído vários dos equipamentos de palco como a guilhotina.


Logo depois, em fevereiro de 1975, Randi escapou de uma camisa de força suspenso sobre a Niagara Falls, feito televisionado pela televisão canadense no programa World of Wizards.


Por volta de 1961, Randi foi contatado para fazer uma turnê na Florida.
Seus amigos de NY o alertaram que ele provavelmente se apresentaria para platéias segregadas por raças, motivo pelo qual antes de assinar o contrato exigiu que não fosse negada a venda de ingressos aos negros e que não houvesse qualquer separação por raças na platéia.Assim que entrou no palco viu que os negros haviam sido obrigados a assistirem o show separados dos brancos. De imediato Randi abandonou a turnê. E por interferência da American Guild of Variety Artists (AGVA), foi pago pela turnê inteira.


Certa vez Randi foi acusado de efetivamente usar a força da mente para fazer números como entortar uma colher, no qual replicava um numero de Uri Geller. Um professor da University at Buffalo acusou Randi de fraude. Randi confirmou que de fato tudo que ele fazia eram truques. O professor respondeu: Não foi isto que eu quis dizer. Você diz que usa truques mas na verdade você usa a força da mente, mas não admite isto para a gente.



Randi é o autor do livro Conjuring, de 1992, uma historia biográfica de mágicos notáveis. O livro foi expandido e transformou-se no livro Houdini, His Life and Art, de 1976. Randi também escreveu um livro infantil, The Magic World of the Amazing Randi, de 1989, no qual apresenta o mundo da mágica às crianças.



Randi ainda escreveu vários trabalhos educativos sobre paranormalidade e pseudociência, o que incluiu as biografias de Uri Geller e Nostradamus.



Randi ficou sob os holofotes internacionais em 1972, quando publicou um desafio questionando os supostos poderes de Uri Geller.



Randi acusou Geller de ser nada mais que um charlatão e uma fraude, que usava truques de mágica ordinarios para demonstrar seus alegados poderes paranormais. O desafio foi publicado na forma de livro: The Truth About Uri Geller.



Em 1991 Geller, sem sucesso, processou Randi, pedindo 15 milhões de dólares como indenização.



Randi foi um dos fundadores e membro proeminente do Committee for Scientific Investigation of Claims of the Paranormal (CSICOP).




Randi continuou a escrever livros nos quais criticava aqueles que praticavam ou acreditavam em paranormalidade e criou um projeto – Project Alpha – para desmascarar os farsantes que se diziam paranormais.

Project Alpha




Em 1996, Randi criou a James Randi Educational Foundation (JREF), também voltada para a questão das fraudes e charlatanismo envolvendo supostas paranormalidade.


Randi também é um ateu convicto, e escreveu um ensaio – Why I Deny Religion, How Silly and Fantastic It Is, and Why I'm a Dedicated and Vociferous Bright – no qual questionava vários fatos bíblicos, como a Virgem Maria, os milagres de Jesus e a travessia de Moises pelo Mar Vermelho, taxando-os de inverossímeis. Como exemplo, Randi se referia à Virgem Maria como uma mulher “engravidada por um tipo de fantasma e que como resultado deu à luz um filho que andava sobre a água, ressuscitava os mortos, transformava a água em vinho e multiplicava um pedaço de pão em peixes. Randi também questionava como Adão e Eva tiveram apenas dois filhos, tendo um matado ao outro, e mesmo assim povoaram o mundo sem cometer incesto. Randi dizia que o Mágico de Oz era mais crível que a Bíblia.



A James Randi Educational Foundation (JREF) oferece um premio de um milhão de dólares para qualquer um que conseguyir provar, sob supervisão cientifica, poderes paranormais. John Nevil Maskelyne e Houdini, em 1964, já haviam feito desafio semelhante.



Até hoje ninguém conseguiu ganhar o premio.

Em 1987, Randi tornou-se cidadão americano. Uma das razões alegadas para se naturalizar Americano foi um incidente durante uma turnê de Alice Cooper, na qual a Royal Canadian Mounted Police revistou os pertences da banda durante uma apresentação. Nada foi encontrado, mas o camarim virou uma balburdia.

Em fevereiro de 2006, Randi submeteu-se à implantação de um marcapasso, mas recuperou-se bem.



Em junho de 2009, Randi foi diagnosticado com câncer do intestino. Submeteu-se a quimioterapia e publicamente anunciou que quando morresse queria ser cremado e que suas cinzas fossem jogadas nos olhos de Uri Geller.


Com 81 anos, em março de 2010, Randi assumiu sua homossexualidade.

Jack Gwynne


Jack Gwynne (Joseph McClode Gwynne) nasceu no dia 12 de abril de 1895, em Pittsburgh, Pensilvânia.


Gwynne decidiu se tornar mágico depois de assistir a uma apresentação de Harry Kellar e Howard Thurston em 1908.



Com pouco dinheiro para comprar materiais para fazer mágicas profissionalmente, Gwynne começou a elaborar e construir seus próprios truques e ilusionismos.

Gwynne casou-se com Anne Apel em 1915 e teve dois filhos.

Durante os anos de 1910 e inicio de 1920, Gwynne trabalhava durante o dia na Edgar Thompson Steel Mill (Carnegie Steel), em Pittsburgh, e fazia suas apresentações e construía seus equipamentos à noite.



Em 1925, após assistir a uma apresentação de Gwynne na Kaufman’s Department Store em Pittsburgh, o mágico Harry Houdini contratou-o para construir vários equipamentos para seus shows.

Um dos equipamentos construídos por Gwynne era o “Disappearing Chicken”, numero que Houdini apresentou até o fim da vida, em outubro de 1926.
Gwynne também construiu equipamentos para Howard Thurston e outros mágicos da época.
Suas ultimas criações incluíam "Flip Over Dove Vanish" e "Flying Carpet".



Apos aparecer em 1927 na convenção da International Brotherhood of Magicians em Kenton, Ohio, Gwynne levou seu show para New York, visando arrumar trabalho no vaudeville.


Franklin Theater

Depois de fazer um show para agentes do showbusiness no Franklin Theater, Gwynne foi contratado para se apresentar por 50 semanas no RKO (Radio-Keith-Orpheum), a maior cadeia de teatros do vaudeville nos EUA, tendo estreado em setembro de 1927.



A partir daí a carreira de Gwynne deslanchou, com apresentações de costa a costa dos EUA pelos próximos oito anos.

Palace Theater


Em New York apresentou-se no Palace Theater, considerado o melhor teatro de vaudeville dos EUA, e no Radio City Music Hall.




Apresentando-se junto com a esposa, os filhos e o sobrinho Roger Apel, os Gwynnes tornaram-se conhecidos como “The Royal Family of Magic”.



Com o declínio do vaudeville Americano em meados da década de 1930, Gwynne adaptou suas apresentações de palco para o então novo modelo de shows, varias apresentações diversificadas em pequenas pistas de dança de boates e hotéis.



Gwynne foi o primeiro ilusionista a se adaptar ao novo formato de entretenimento.
O senso comum dizia que mágicos precisavam de palco e cortinas para fazerem seus shows, mas Gwynne podia se apresentar cercado de pessoas sem que os números perdessem a aura de mistério.

Como havia sido no vaudeville, Gwynne tornou-se um dos mais populares artistas de nightclubs, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial.


Em 1940, enquanto Gwynne e a família se apresentavam em nightclubs da Califórnia, eles estabeleceram-se em Hollywood.

Gwynne fez parte do elenco de vários filmes da Universal Studios, dentre os quais Dark Streets of Cairo (1940), Bagdad Daddy (Knight In A Harém, de 1941), Model Wife (1941), Three Hits and a Miss (1941) e Hello, Sucker (1941).

Amigo do mágico e diretor de cinema Orson Welles, Gwynne também fez uma breve aparição, umhomem no telhado, no épico de Welles Citizen Kane (1941).

Na maioria dos filmes em que apareceu, Gwynne fez alguns dos seus originais números de mágica.

Com a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, Gwynne ingressou na United Service Organization (USO), uma organização privada não lucrativa que providenciava animação e recreação para os membros do exército americano.

Em 1943, como integrante da unidade 289 da USO, Gwynne fez uma turnê pelas bases e hospitais do exercito, entretendo as tropas americanas.

Em 1944, Jack e Anne Gwynne embarcaram para uma turnê de um ano pelas regiões remotas do Norte da África, Itália, Irã, Índia, Burma e China, fazendo centenas de shows para os soldados que combatiam na linha de frente.



Até retornarem aos EUA, em julho de 1945, os Gwynnes percorreram mais de 30.000 milhas como integrantes da USO. O filho de Jack, Buddy, foi um condecorado piloto durante a Guerra na Europa e também fazia apresentações privadas de mágica para o General do Exército Americano Mark Wayne Clark e sua equipe.

Com o fim da guerra, a família Gwynne estabeleceu-se no subúrbio de Chicago, em Oak Lawn, Illinois. Com a ajuda do filho Buddy e do genro Frank Cole II, também mágico, Gwynne elaborou um grande show de mágica que levou em turnê pelos palcos dos EUA de 1946 a 1960.

Com o surgimento da televisão, Gwynne foi o primeiro ilusionista a aparecer em série na televisão, com 28 aparições, entre 1952 e 1955, no programa Super Circus, da ABC.



Gwynne continuou a arrumar trabalho de mágico em uma época em que outros mágicos suavam para conseguir pagar as contas no final do mês.

No inicio da década de 1960, Gwynne apresentou-se em várias produções do Shrine Circus por todos os EUA.
Gwynne entrava no palco no lombo de um elefante e fazia seus números no centro do palco, rodeado pela platéia.

Gwynne apareceu no filme Parable, rodado no Protestant Pavilion do New York World’s Fair de 1964.
No mesmo ano estreou a produção anual do “It’s Magic”, no Wilshire Ebell Theater de Los Angeles.


Wilshire Ebell Theater

No final da década de 1960, Gwynne já tinha mais de 50 anos de carreira.

Ciente da existência de uma nova geração que não conhecia shows de entretenimento ao vivo, Gwynne desenvolveu um programa educativo de mágica apresentado nas escolas de Chicago.


Jack Gwynne morreu, com 74 anos, de ataque cardíaco, no domingo de 07 de dezembro de 1969, em sua casa em Oak Lawn, Illinois.

Na sexta-feira, havia feito quatro shows de mágica em escolas de Chicago.


Sua esposa Anne viveria mais 10 anos, apresentando-se anualmente no Abbott’s Magic Get-Together, em Colon, Michigan, onde apresentava o “Jack Gwynne Excellence In Magic Award”.


O premio continua sendo concedido pela família Gwynne.

Brother John Charles Hamman


Brother John Charles Hamman S.M. nasceu no dia 03 de setembro de 1927, em St. Louis, Missouri, filho de Godfrey e Olivia (née Ruoff) Hamman, e era um religioso católico marista e mágico de close up.

Os truques que inventou ainda hoje são parte integrante do repertório de qualquer mágico de close up.




McBride High School
As irmandades maristas Loretto Sisters e St. Joseph Sisters cativaram-no antes que ele entrasse na McBride High School, em setembro de 1941.

Maryhurst

Influenciado pelo Frei John G. Leies e por seu irmão mais velho Donald, que já era aspirante a se tornar um marista, o jovem John tornou-se um postulante na Maryhurst em 1942.


Marynook

Fez seus primeiros votos na Marynook, em Galesville, Wisconsin, em 15 de agosto de 1945, e os votos finais em 10 de julho de 1951.

Em 1995 Hamman celebrou os 50 anos de sua profissão de fé como marista.


University of Dayton

Br. Hamman formou-se em pedagogia pela University of Dayton, em 1948, e alcançou o mestrado em inglês pela St. Louis University em 1963.


St. Louis University


No final de 1948 foi indicado para a Central Catholic Marianist High School, em San Antonio.


Central Catholic Marianist High School

Um ano mais tarde, passou a freqüentar a St. Michael's High School, em Chicago, onde ficou por dois anos em meio.


St. Michael's High School


Em janeiro de 1952 foi transferido para a DeAndreis High School, em St. Louis, para o semestre da primavera.

Depois deste curto tempo, Brother John foi para a Coyle High School, em agosto de 1952.


Coyle High School


Pouco tempo depois, em outubro de 1952, foi diagnosticado com uma grave poliomielite.

Passou dois anos na Maryhurst se recuperando.

Durante a enfermidade, Br. Hamman só conseguia dar aulas em tempo reduzido.



Foi transferido para a St. Mary's High School em 1954.


Apos sete anos, retornou para a Central Catholic High School, onde ficou por um ano antes de ir para a St. John Vianney High School, em 1965.


St. John Vianney High School

Continuou a dar aulas até aposentar-se em 1986.

Em razão da saúde debilitada e problemas de coração, foi transferido para a Marianist Residence de San Antonio em 1995.

Quando criança e ainda jovem, Br. Hamman semprte foi um bom atleta. Sua espiritualidade, sua fé em Cristo, sua determinação e sua dedicação para com as crianças e a docência fizeram-no perseverar e continuar a seguir suas vocações.



Br. Hamman é um nome mundialmente reconhecido pela comunidade os mágicos.

Seu primeiro interesse pela mágica se deu quando ainda era criança. Enquanto se recuperava de uma poliomielite, passava horas aprendendo, praticando e inventando truques com cartas e outras mágicas que envolvessem prestidigitação.

Em muitos casos, ele acidentalmente reinventava números de mágicas que já haviam sido clássicos.

Foi membro da International Brotherhood of Magicians, da Catholic Magicians' Guild e da Society of American Magicians.

Br. Hamman criou mais de 100 truques de mágicas com cartas durante toda sua carreira, mas acabou sendo mais conhecido pela técnica conhecida por Hamman Count, uma manipulação na qual as cartas são contadas de forma a dar a impressão de que o mágico tem mais cartas nas mãos do que realmente tem.

Foi autor de vários livros e vídeos sobre mágicas, tendo sido convidado para vários encontros de mágicos, locais, nacionais e internacionais, incluindo a FISM, para demonstrar sua criatividade e habilidade com cartas.

Em 1995, Br. Hamman foi o primeiro mágico a receber ainda em vida o primeiro St. Louis Magical Heritage Awards, o "Hall of Fame" dos mágicos.

Os mágicos profissionais referem-se a Br. Hamman como o "Magical Marianist".

Em sua fala pausada, ele explica o segredo para uma apresentação de mágica de sucesso:

"O principal na mágica é o misdirection. Espectadores estão mais aptos a acreditar naquilo que ouvem do que naquilo que vêem, e as pessoas inteligentes são as mais fáceis de enganar, porque ela não esperam que eu uso truques infantis para ludibriá-las. Em contrapartida, crianças são mais difíceis de enganar, pois elas olham com atenção e não escutam."

Sua primeira grande publicação foi "The Card Magic of Bro. John Hamman, S.M.," publicada por Paul LePaul em 1958.



Entre os mágicos, Br. Hamman ainda hoje é conhecido como Magician's Magician. A maior glória para um mágico é conseguir enganar seus pares.



Br. Hamman também era conhecido como Gospel Magician, pois freqüentemente usava sua mágica para ensinar importantes aspectos do catecismo católico a seus alunos.

Br. John Hamman morreu no dia 05 de dezembro de 2000, na St. Joseph Healthcare Center em San Antonio, Texas.



Estava com 73 anos de idade. Foi enterrado no Marianist Cemetery, no campus da St. Mary's University, em San Antonio.

Johann Hofzinser


Johann Nepomuk Hofzinser nasceu no dia 19 de junho de 1806 e era um funcionário menor no departamento financeiro da monarquia austro-húngara.




Embora não fosse graduado em nenhuma universidade, usava o nome artístico de Dr. Hofzinser após se aposentar de seu emprego em 1865.



Como mágico, ficou conhecido por suas invenções e a refinada habilidade em manipulação.

Hofzinser é chamado como o Pai da Cartomagia pelos mais proeminentes representantes da mágica moderna. Dai Vernon sempre o mencionava em seus livros.




Na sua época, o talento de Hofzinser era famoso por toda Europa.


Wilhemine

De 1857 em diante, sob o nome de sua esposa Wilhemine, Hofzinser apresentou, de duas a três vezes por semana, números de ilusionismo no apartamento deles para uma plateia de pessoas da elite por ele convidado.



O espetáculo chamava-se Eine Stunde der Täuschung ou "An Hour of Deception" e o ingresso custava relativamente caro.



Apartamento de Hofzinser

Em 1865 Hofzinser saiu em turnê com seu show e foi assistido por plateias de Berlin, Munique e das maiores cidades do Império Austríaco.




Hofzinser tornou-se famoso por seu enfoque minimalista na apresentação dos números. Ao invés de usar efeitos de larga escala para impressionar a plateia, Hofzinser focava a simplicidade usando pequenos aparatos e equipamentos para demonstrar suas habilidades.



Cartas de baralho eram uma de suas especialidades e foi um dos primeiros mágicos a fazer mágica com cartas. Inventou varias técnicas de manipulação de cartas, muitas das quais ainda em uso pelos mágicos atuais.



Hofzinser morreu em 1875.



A viúva de Hofzinser destruiu a maioria dos manuscritos do marido, honrando a memória do marido que havia deixado instruções para tanto.



Assim, muito dos métodos e técnicas criadas por Hofzinser continuarão para sempre como um segredo, embora muitos dos alunos dele tenham preservado parte das aulas e instruções passadas por Hofzinser.



Existem aproximadamente 270 manuscritos e cartas de Hofzinser e de seus alunos em varias coleções dispersas pelo mundo.




Johann Hofzinser não deve ser confundido com o mágico suíço Max Hofzinser (nascido Josef Levin em 1885), que adotou o sobrenome "Hofzinser" após vê-lo em um catálogo de mágica e passou a maior parte da carreira a reboque de seu xará.


Max Hofzinser

Max Hofzinser morreu no dia 11 de março de 1955.